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Ejaculação feminina

  • Foto do escritor: Álika
    Álika
  • 28 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

Eis a questão...

     

Pra quem já vivenciou ou presenciou não resta dúvida, mas pra maioria ainda há controvérsia no assunto. E não é de se espantar, afinal, se ainda hoje encontramos um grande número de mulheres que não vivenciam um orgasmo, seja por questões psicológicas ou por estimulação inadequada, que dirá uma ejaculação daquela do tipo “chafariz”.


Como o fato se tornou pouco frequente, provavelmente pelos vários encouraçamentos que interferem na vivência plena da sexualidade, até pouco tempo atrás, mesmo profissionais da área ginecológica questionavam sua existência. Hoje em dia, com a facilidade de acesso e de troca de informações via internet, a ejaculação feminina tornou-se um assunto mais difundido.


Uma das questões que cerca este tema é se toda mulher pode ejacular ou se é privilégio de algumas.


Eu defendo que todas nós mulheres nascemos devidamente equipadas para “momentos chafariz”, no entanto, o manual de instruções foi perdido (pra não dizer vetado) há gerações atrás. O simples fato de não saber que existe este fenômeno já é suficiente pra que uma mulher, estando próxima dele ocorrer, o iniba por associá-lo a uma vontade de urinar, já que é pela uretra que este jato sai.


Catherine Blackledge, em seu livro “A História da V”, cita a seguinte descrição feita por Gräfenberg (aquele que deu nome ao ponto G):

“Ocasionalmente a produção de líquidos é tão profusa que é preciso colocar uma grande toalha por baixo da mulher a fim de se evitar que se molhem os lençóis...Se for possível observar o orgasmo de uma dessas mulheres, veremos uma grande quantidade de um líquido claro e transparente ser esguichado não da vulva, mas da uretra...Nos casos por nós observados, examinou-se o fluido e não tinha características de urina. Fico inclinado a crer que o que se diz ser a urina expelida durante o orgasmo feminino não é urina, mas secreções das glândulas intrauretrais correlacionadas às zonas erógenas que se encontram ao longo da uretra na parede anterior da vagina.”


 

A uretra está envolta por um tecido esponjoso erétil, por tecido prostático, e por um grupo de glândulas e seus dutos. Na mulher excitada estas estruturas se intumescem e ampliam as sensações de prazer ocasionadas pelo estímulo na parede anterior da vagina, que é adjacente à uretra. E é destas estruturas que a ejaculação feminina provém. Os jatos são ocasionados por uma forte pressão dos músculos nas glândulas, e o fato de algumas mulheres apresentarem jatos e outras não, está relacionado, entre outras coisas, com a força de sua musculatura pélvica. 


Além da força do músculo, o tipo de movimento feito com a musculatura pubococcígea também influencia o jato, ele está ligado com o movimento expulsivo, aquela força que empurra as bolinhas de pompoar, ou o pênis, ou o bebê que está nascendo, para fora.

Interessante considerar também que nem sempre esse fluido será expelido para fora do corpo. No mesmo livro citado acima Blackledge descreve a seguinte pesquisa:

“Numa tentativa de esclarecer se a ejaculação retrógrada feminina era possível, analisaram-se amostras de urina – tanto de antes como de depois do orgasmo – para ver se continham o antígeno específico da próstata (PSA). Incluíram-se 24 mulheres nesse estudo e seis delas tiveram também seu ejaculado analisado. Essas mulheres ficaram pelo menos dois dias sem ter nenhuma relação com homens e se masturbaram até atingir o orgasmo. Os resultados foram surpreendentes. O PSA não foi detectado em nenhuma urina pré-orgásmica, mas foi detectado em quantidades significativas na urina pós-orgásmica de 75% das mulheres, o que sugere que a próstata feminina secreta fluidos durante a excitação sexual e/ou orgasmo, e que a ejaculação retrógrada de secreções prostáticas não é incomum.(...)”

Geralmente tal ejaculação é acompanhada por enorme prazer, pode tanto ser simultânea ao orgasmo, como vir antes ou depois do mesmo, e sua coloração e aroma são característicos.

 Embora no ocidente ainda se questione, no oriente este fenômeno é descrito há muito tempo em manuais sexuais da China, do Japão e da Índia.



Importante ressaltar que este fluido é rico em substâncias benéficas e necessárias ao corpo da mulher. Assim, a "ejaculação retrógrada" da pesquisa citada acima pode ser considerada uma inteligência da natureza. A ocorrência espontânea da ejaculação feminina numa relação amorosa, onde há intercâmbio de energia, pode ser bem recebida, no entanto, provocar a ejaculação fora de uma relação nutritiva, pode levar à perda ou desperdício de energia, convém avaliar. Uma vez consciente se torna passível de comando, podendo ser liberada ou contida a ejaculação conforme quiser a mulher.


Se você esteve próxima deste momento agora já sabe como pode prosseguir.  


Para aprofundarmos ainda mais este tema, convido para a Jornada de Fortalecimento Pélvico e Expansão Orgástica, e para os atendimentos individuais de Terapia Universo Íntimo, onde abordaremos este tema e muitos outros mais, com informações e práticas corporais. Entre em contato e participe.


Bons fluidos pra todas e todos!

Álika


PS. Texto autoral, publicado originalmente em Setembro/2011 no antigo blog Universo Íntimo. Se usufruir deste conteúdo é imprescindível citar a autoria e a fonte, compartilhando o link desta publicação.

 
 
 

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